4 anos de festa!

IMG_1774Ainda lembro de quando eu era as suas mãos, suas pernas e a única e mais completa fonte de alimento pra você. Lembro-me de quando você cabia aconchegadamente em meus braços e um único sorriso seu trazia luz pra minha vida. Você era pra mim a bebê mais linda, mais esperta, mais amada.
Quando eu a tinha tão dependente de mim e tão pertinho do meu coração, eu desejava saber como você seria, que gostos teria, como seria a sua voz, o que a faria feliz. Não via a hora você crescer para que eu pudesse te conhecer e finalmente receber o seu amor. E o meu maior sonho era segurar a sua mão e sair passeando desfrutando a sua doce companhia.
O tempo passou muito mais rápido do que eu previ. E você demonstrou o quanto me amava muito antes do que eu imaginei. Adquiriu habilidades, dentre muitas, a de se expressar. É criativa e ama conversar, papear e principalmente fazer festa!
Pra mim a festa acontece todos os dias. Todos os dias que eu me ajoelho e agradece a Deus por Ele ter me dado você, meu coração está em festa. Quando eu preparo a sua comidinha favorita, meu coração está em festa. Quando penso em te fazer feliz e ensinar as coisas dessa vida pra você, meu coração está em festa. Hoje a festa e de gratidão!
Amo você, boneca!
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Conhecer, aceitar e conviver com APLV

IMG_1888Depois de 50 dias da suspeita que o meu bebê possuía Alergia a Proteína ao Leite de Vaca, aqui estou! E quero contar tuuuudo o que aconteceu.

Os primeiros sintomas como ja havia mencionado foi sangue nas fezes. Porém desde o 1o mês ele chorava bastante e reclamava quando regurgitava. Fazia todas as mudanças posturais. Mamava na posição de cavaleiro, dormia com o colchão de berço a 45 graus. Ficava muito tempo no colo e mesmo assim a vontade que eu tinha era de pendura-la em um cabide! rsrsrs tadinho…

Quando fomos ao consultório médico a pediatra suspeitou de APLV e me pediu pra excluir o leite e derivados total da minha dieta, ja que ele mama exclusivamente o Leite Materno. Quando você se depara com essa situação, você pensa… nossa, que simples. Ele vai melhorar, só tenho que fazer a dieta certinho. Mas nao, ai que o problema começa!

Mas você deve estar pensando… Uau que modinha isso! Um monte de criança tem APLV hoje, será que nao é frescura?

Pois bem, vou te dar algumas causas associadas ao aumento da APLV.

  • Carga genética: filhos de pais que foram alérgicos tem 75% mais chance de desenvolver.
  • Higiene: hábitos de limpeza, as vacinas e os antibióticos tornam as pessoas menos expostas a infecções, acarretando alterações no sistema de defesa e aumentando as chances de desenvolver alergias.
  • Exposição precoce às proteínas do leite: Dar formula a bebes ainda na maternidade é mais comum do que você imagina. O RN não está preparado pra receber as proteínas do leite e seu organismo acaba defendendo-se da substancia nociva.

Voltemos a minha saga… consegui ficar a maior parte do tempo (40 dias sem consumir leite, fora alguns furos na dieta que foi sem querer e sempre que ingeria leite a reação era sangue nas fezes. Montei um cardápio seguro e comecei a perceber os alimentos que o incomodavam e davam cólicas. Cortei além do leite: soja, ovo, feijão, amendoim e avelã. Estava com muitas duvidas sobre o que era alergia e o que eram apenas gases normal de bebe. Fiquei com um pouco de medo de comer. Depois de alguns dias de teste, ele finalmente estabilizou (o coco estava normal e a quantidade tbm). Foi então que comecei a reintroduzir os alimentos, 1 em cada dia e percebi que ele tem um desconforto com esses alimentos, mas ele não reage a eles como alergia.

Ao voltar a pediatra, eu ja tinha certeza do diagnostico: APLV, mas estava bem mais tranquila. Hoje já estou acostumada com a dieta e descobri pesquisando coisas que eu nem imagina sobre alergia alimentar. O Anthony tem Colite Alérgica, que é um tipo de alergia que pertence ao grupo de hipersensibilidade alimentar não mediada por IgE também denominada protocolite induzida por alimentos, no caso dele o leite de vaca. Estima-se que fatores genéticos exerçam papel fundamental na expressão desta doença alérgica, e em nossa família temos a tia paterna teve alergia forte e eu tbm suspeito que eu tive, porém assim como o Anthony minha única reação foi o sangue presente nas fezes, nao sabiam o que era, mas passou.

Acredito que muitos de nós tivemos alergia alimentar, porém com reações moderadas e tardias, IgE nao mediado e de caráter transitório, ou seja, passou. Atualmente ha estudos que comprovam tipos e níveis de alergia alimentar em crianças. 

O Anthony é um bebe saudável. Apesar do refluxo incomodar bastante nao foi motivo para que ele nao ganhasse peso e se desenvolvesse. Ele é bem esperto e muito grande! Agora vamos cuidar muito bem desse bebe e logo logo seu organismo nao vai mais reagir.

OBS: Obrigada as amigas que me ouviram e consolaram o meu choro no momento de desespero. Agradeço a Deus por pessoas especiais em minha vida!

 

 

Quando o acolhimento entre mães não acontece

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O parquinho é um lugar cheio de emoções para as mães. Um momento de paz para algumas e desespero para outras, é claro que também depende da fase da criança está.
De qualquer forma, o parquinho também é uma oportunidade de fazer amizades, acolher e ser acolhida.

Nesse percurso da maternidade todas já tivemos nossas lutas e quando temos uma oportunidade queremos o acolhimento de uma pessoa que entende o que estamos passando mais do que ninguém porque ela está no mesmo barco.

Nos parquinhos dessa vida eu já vivi momentos tão importantes. Tantas dúvidas em relação a educação de filhos foram sanadas e recebi palavras que acalmaram o meu coração garantindo que “aquela fase” ia passar. Foi lá também que eu dei muitas gargalhadas. Tive momentos relax em dias difíceis. Foi lá que muitas vezes eu falei de Deus e muitas vezes foi lá em meio a céu aberto que eu sentia a presença dEle. Mas também já vi e senti julgamentos, muitas críticas a filhos de outras mães e mães se exaltando dizendo que fizeram o certo e obterem o sucesso.

Hoje eu fui no parquinho. Estou tendo uma semana muito difícil. O Anthony tem acordado muito durante a noite, o intestino não está funcionando direito. Sai de casa sem rumo certo, porque minha cabeça estava cheia de ouvir reclamação por parte da Lalá que estava muito tempo em casa estava ouvindo o choro do bebe. Dei banho nela, porque com dois filhos, você dá banho na hora que dá. Aliás, você faz tudo na hora que dá. Não tem como programar muito. E saí. O meu destino era um pouco de paz, não importava onde fosse. Acabei chegando no parquinho do condomínio.

Sentei. A Lavinia foi feliz brincar com as crianças e eu segurei o bebe no colo e olhava pro céu tentando encontrar a paz almejada. Enquanto isso ouvi uma moça infeliz falando da minha filha. Ela dizia pro filho mais velho: Olha, como pode? A menina vem pro parquinho de banho tomado! O filho perguntou: Onde? Ela respondeu: Aquela com o cabelo molhado!

Pronto! foi a gota d`agua que faltava pra que eu ficasse muito chateada. Eu havia sido criticada por uma pessoa que vivia os mesmos desafios e dilemas que eu (ela era mãe de 2 gêmeas de 2a e 1 menino de 8) e isso doeu demais na hora. Eu fui falar com ela, não na tentativa de explicar, mas fiz questão de deixar claro o quanto o comentário irônico dela me fez mal. 

Criticar é fácil demais. Quero ver a amiga de verdade que vai oferecer ajuda pra ir na sua casa preparar uma refeição pra você ou estender as roupas da maquina (vou deixar bem claro que tenho amigas que são anjos e sempre me oferecem ajuda). Apelo aqui pra uma movimento entre nós: Mãezinhas de Deus, vamos acolher umas as outras. Vamos ser parceiras. Todas nós temos dificuldades. Talvez a sua dificuldade não seja igual a da sua vizinha, mas ofereça o seu apoio. Não critique e não aceite ser criticada. Não deixem que as palavras de ninguém a machuquem de tal forma que você leve a mágoa de volta pra casa. Eu falei tudo o que estava entalado na garganta e cheguei em casa em paz. Sim, eu consegui encontrar com ela no caminho de volta pra casa.