3 meses e uma possível APLV

Aplv

Sobrevivemos aos 3 primeiros meses! Passou rápido, mas foi intenso. 

O Anthony desde dos primeiros meses tem um chorado por algo que o incomoda. Não ficava na horizontal por nada… fizemos todas as mudanças posturais na mamada, no berço, porém sabíamos que no começo da vidinha de qualquer bebê isso é algo super normal.

Usei alguns remedinhos pra cólicas, melhorou um pouco, mas fiquei aguardando os 3 meses. Mas parecia que o leite não estava fazendo bem pra ele, sabe? A barriguinha fazia um barulhão e ele arrotava demais. Quando ele completou 2 meses ele começou a regurgitar muito, depois de cada mamada, além disso fiquei super preocupada com o aparecimento de sangue nas fezes que se repetiu por 3 dias.

Fomos na pediatra, excelente por sinal e ela suspeitou de APLV (alegria a proteína do leite de vaca). Como o bebê é alimentado exclusivamente pelo leite materno, ela pediu pra que eu ficasse em uma dieta sem leite e derivados até o retorno da consulta. Isso faz umas 3 semanas e o volume dos vômitos diminui muito.

Ficar sem nada de leite e derivados não é impossível, mas é necessário mudar todo o seu estilo de vida. Você não encontra produtos prontos sem leite em mercados normais, nos pequenos, então, esquece! Pra ter uma maior variedade na alimentação você tem que aprender a preparar novos pratos. Enfim, tem que ter o hábito de ler todos os rótulos e de vez em quando você consome um daqueles cookies integrais que diz num cantinho: PODE CONTER LEITE. Aí o seu bebe chora, reclama, não dorme e você revê mentalmente tudo o que comeu e finalmente descobre: Maldito cookie!

Não tem sido fácil por aqui e apesar do leite materno ser a melhor indicação pra bebes com APLV é um fardo muito pesado para as mamāes. eu não pretendo de jeito nenhum deixa-lo de amamentar por esse ou outros motivos, mas não sei ate quando vou conseguir. Só peço a Deus forças!

No mês que vem retornamos ao medico e conto pra vocês como estamos em relação ao diagnóstico do bebê. Tem alguma mãezinha aí que já passou por isso? Me contem, please…

 
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Expectativas do segundo filho

 

1-3

Eu me lembro de todos os sentimentos de quando fiquei grávida da minha filha (primeira gestação). Eu queria um bebê, mas tinha certeza que demoraria até engravidar então propus ao meu marido começar a tentar a partir do 4o ano de casamento. Adivinhem? Fiquei grávida na primeira tentativa. Apesar do susto, foi tudo muito especial. Tudo era novidade e foi agradável. Lógico que tive aquele medo do parto, aquela incerteza sobre poder ou não amamentar, aquele sentimento de não conseguir dar conta de um serzinho, etc., mas eu estava vivendo o meu sonho de ser mãe.

Ela chegou e NÃO foi exatamente como eu havia imaginado! Ela chorou muito na maternidade, ela chorava muito… o leite demorou muito pra descer, ela tinha muita cólica e os desafios dos primeiros dias da vida de um bebê foram muitos. Tanto que quando via as mensagens que amigos me deixavam nas redes sociais ou via celular dizendo: “Parabéns, que esse bebê traga muita felicidade“. De coração eu não conseguia como uma criança que só chorava podia algum dia me trazer felicidade! (claro que esse sentimento passou com o tempo… mas nem tudo na maternidade é perfeito. Eu falo dos meus sentimentos porque sou uma pessoal real e muitas mulheres se culpam por um dia terem pensado desse jeito. Porém, tudo isso é normal e faz parte do crescimento pessoal.)

Enfim, a segunda gestação começou totalmente diferente! Quando fiz o teste de farmácia e o resultado deu positivo, eu chorei por horas no banheiro. Não queria ter o segundo filho, muito menos nesse momento da minha vida. Enquanto eu chorava, no quarto meu marido comemorava com a Lavínia (ela tinha 3 anos) e já havia me pedido um irmãozinho. 

Tudo foi muito difícil nessa gestação. Nada mais era novidade. Tudo parecia mais um fardo do que uma boa notícia. Logo, os enjôos matinais e a falta de energia me consumiram. Nessa época eu tinha voltado pra escola para dar continuidade a minha profissão, já que a Lalá tinha idade para ir junto comigo e foi matriculada no Maternal.

Então, imaginem o que eu sentia: acabei de voltar pra minha vida e agora estou grávida e voltarei à estaca zero novamente. Mas Deus em Sua infinita sabedoria derramou sobre mim, mesmo sem que eu merecesse a Sua graça e misericórdia.

E ao longo dos meses tudo foi se ajustando, continuei no trabalho e finalmente pude entender que as bençãos que Ele tinha pra mim, eram muito maiores do que as que eu almejava. 

Hoje, estou com 31 semanas de gestação. Em menos de 2 meses vou conhecer o menino que vai mudar a minha vida pra sempre (os filhos sempre nos transformam em pessoas melhores). 

E as expectativas são muitas. Sou consciente das dificuldade do puerpério e me sinto muito mais madura para lidar com esse período. Vou viver tudo de novo e não vai ser perfeito, mas desta vez eu tenho uma mocinha linda de 3 anos que está louca pra por em prática todo o instinto materno… Rsrs e um pai babão que sempre sonhou em ter um menino!

No final de tudo, as minhas expectativas são as melhores possíveis. Pode ser que seja muito mais difícil em alguns aspectos, mas em outros não. E tudo passa!

O que importa é que hoje eu estou celebrando tudo o que Deus me deu.

 

Os primeiros dias de um recém nascido – Como acalmá-lo

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Os primeiros dias de vida de um bebê para a maioria das famílias é um grande desafio. A mãe exausta do parto, com os hormônios à flor da pele, lutando para que o bebê sugue o leite de seu peito que às vezes demora dias pra aparecer. Ter em nossos braços um serzinho tão pequeno sendo nós totalmente responsáveis por ele e por mais que amemos o nosso bebê de todo o coração ainda não o conhecemos o suficiente e não entendemos o porque de tanto choro. (não é sempre assim, felizardos daquelas que passaram por essa fase sem muita dificuldade)

Para as bebês é igualmente estressante. Dentro da barriga da mamãe ele sentia-se seguro e confortável. Agora, é tudo diferente! Muitos sons, estímulos e além de tudo muito muito espaço. Sim ele viveu os seus 9 meses em um espaço limitado, agora não é mais assim.

Harvey Karp é autor do livro e DVD traduzido para o português como “O bebê mais feliz do pedaço. Segundo ele, se os bebês não tivessem diversos reflexos para se manterem calmos dentro do útero a gestação não chegaria ao fim. Defende a teoria de que os humanos, por causa de seu grande cérebro, nascem antes do tempo, e que nos primeiros três meses os bebês estão mais para fetos do que para bebês e portanto são tão facilmente acalmados quando imitamos as características do útero. É o que, no Brasil, foi denominado teoria da exterogestação. O autor diz que o bebê precisaria de mais três meses dentro da barriga da mãe o que no livro ele se refere como ‘quarto trimestre’ ou o ‘trimestre que falta’ (nos países de língua inglesa eles dividem os 9 meses de gestação em 3 trimestres). Considera importante que o bebê tenha uma transição suave de feto na barriga da mamãe para bebê e por isso slings acalmam os bebês.

Harvey Karp vai mais além, diz que muitos dos choros que pensamos ser cólica, são na verdade, saudades do útero.

Como bom americano ele denominou “5 ‘s'”. São eles:

Shhhh – É aquele barulho que fazemos com a boca do tipo pedir silêncio. No método Encantantadora de Bebês é citado e ajuda os bebê a se sentirem em casa. Para funcionar bem tem que ser feito tão alto quanto o choro e perto do ouvidinho do bebê. Isso porque sabe aqueles 80 decibéis lá de cima? Os recém nascido não ouvem assim tão alto, eles tem fluido nos ouvidos e ainda não ouvem o som como nós. (Som do útero no Youtube)

Swinging (balançando) – É instintivo, não é? Mesmo sem perceber as mãe balançam os bebês assim que começam a chorar. A dica aqui é mantenha o ritmo e balance com vigor, imitando o balanço que o bebê tinha dentro da barriga. (Veja no vídeo abaixo)

Swaddling (embrulhado) – Lá na barriga da mamãe é bem apertado, dessa maneira o bebê recebe “abraço” constante que contém seus movimentos bruscos e os acalenta. Embrulhar no cueiro imita essa sensação. Além disso os impede de se distrair com os braços e pernas descontrolados e possa prestar atenção no Shhh e no balanço. Para que seja eficiente, o bebê deve ser embrulhado bem apertado, como na maternidade para que não consiga liberar os bracinhos. (Clique e veja onde comprar)

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Side/ Stomach (lado/ barriga) – Estando apertadinhos e em posição fetal, a barriga do bebê nunca fica descoberta e desprotegida. Virá-los de bruços ou de lado pode ajuda a acalmá-los. * Como a maneira mais segura de se por os bebês para dormir é de barriga pra cima, vire-o após adormecer pois reduz o risco de SMSI.

Sucking (sucção) – Na barriga os bebês conseguem chupar o dedo, fora, não. Mas sugar ao seio será uma das melhores maneiras de os acalmarem. Em culturas primitivas os bebês são carregados em slings e mamam centenas de vezes por dia, já na nossa sociedade isso não é possível, mas o uso da chupeta pode ser de grande valia. Ele sugere que a chupeta seja usada no máximo até o sexto mês.

Se você quiser ver um pouco mais pode assistir algumas partes do DVD no Youtube: