Mamãe integral x Mamãe e Profissional

busyMOMonTHEgoMeu bebê esta com 4 meses e semana que vem volto ao trabalho!

Pra algumas mulheres esta frase é normal, pra outras só de pensar na possibilidade já ficam apreensivas. O assunto é polêmico. Talvez para as mulheres em geral nem tanto. Mas para o meio cristão do qual faço parte se você escolhe trabalhar, naturalmente estará deixando a educação do seu filho em segundo plano.

Eu não concordo com essa ideia. E aqui vou expor a opinião de uma pessoa que ja viveu as duas experiências: ser apenas mãe e ser mãe e profissional. Antes de tudo eu queria que refletisse comigo o quanto a vida adulta é cruel com as mulheres da minha geração.

Eu nasci em uma família simples, meu pai era agricultor e a minha mãe, apesar de querer estudar (ela é mto inteligente) não teve oportunidades. Sempre sonhou em fazer o melhor para os filhos e colocou em mim o sonho de ser uma profissional. Eu me lembro de quando ela nos vestia para irmos pra escola (minha irmã e eu), o discurso era o mesmo: Meninas, estudem e sejam alguém na vida. Não dependam do dinheiro de homem nenhum. (rsrs um pouco feminista até né? Mas só quem tem uma filha entende…)

Nós crescíamos e ela nos incentiva: Vocês podem perder tudo, mas se tiverem o estudo, o conhecimento, isso ninguém pode roubar de vocês! Durante a infância, pouco tive contato com bebês: cuidar de primos, vizinhos, etc., e por mais que fizesse o trabalho doméstico, o meu foco sempre era estudar.

Cresci. Estudei, fiz faculdade e me casei. Nessa ordem! Eu não sei você, mas eu me preparei para muitas coisas desde criança, mas nossa geração não foi preparada para ser mãe. Sabe, talvez o medo da gravidez precoce tenha afastado o foco da maternidade em nossa geração. Talvez nossas mães tiveram seus filhos cedo demais e não quiseram isso para as filhas. Entretanto, eu sempre quis ser mãe, apesar de não ter me preparado pra isso. Depois de casar, eu planejei que ficaria 4 anos sem ter filho e engravidei exatamente no aniversário de casamento de 4 anos (na primeira tentativa). Ok, agora eu seria mãe! Péra… o que é ser mãe? Fazia anos que não pegava um bebe no colo, trocar fralda, fazer dormir… ai minha nossa! Era um universo completamente desconhecido.

Mas busquei o conhecimento, li muitos livros, troquei experiências e fui percorrendo o caminho da maternidade com alegria. Porém, não tenho como negar que esse caminho requer a abnegação total do seu tempo, da sua liberdade, do seu dinheiro, do seu eu. E lá no fundo a gente começa a sentir falta da realização profissional, daquilo que fomos criadas para ser. E aí vira um grande conflito na cabeça das mulheres! E agora… vou ser mãe o que eu amo, ou serei mãe e profissional, pois me dediquei pra isso.

Eu sei que você deve estar pensando: crianças crescem e mães tem o resto da vida pra ser quem elas quiserem! De fato. Mas acredite, por mais que seja uma fase temporário, você nao pode negar o quão intensa ela é. E ai, temos que escolher (as mais privilegiadas podem… porque tem muita mulher que é mãe e pai e sustenta a casa) entre ser mãe integral ou ser mãe e profissional.

Depois de sofrer, pensar, refletir, sofrer e pensar mais um pouco. Descobri que ninguém tem o direito de colocar as mulheres em uma caixa e dizer: você será apenas mãe e você será profissional. Não! E citando Caetano: Cada um sabe a dor e a delicia de saber o que é. Por mais que você seja mãe também você não sabe exatamente o que a sua amiga passa e graças a Deus por sermos tão diferentes. E por termos nossos limites. Admiro quem escolhe ficar com os filhos e ama tanto que pretende fazer homeschool, mas admiro também quem sai e trabalha duro e ainda tem disposição pra amar e passar tempo juntos.

O maior problema desse sofrimento todo é a culpa. Não tem como você esta em 2 lugares ao mesmo tempo (comprovação científica) e ficar em casa acarreta em ter menos recursos financeiros. Por outro lado, essa não é a preocupação de quem trabalha fora, mas sim a quantidade e a qualidade do tempo com as crianças. Em ambas escolhas você terá perdas e ganhos. Então, não se culpe. Escolha! Mas quando escolher viva feliz com a sua escolha. Não fique se desculpando pra ninguém. Você e única e decidiu o melhor para sua família e para você. Sendo mamãe integral ou mamãe e profissional você ainda assim é mamãe, e não apenas isso, uma super mãe.

Dicas de trabalho para mães AQUI.

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7 comentários sobre “Mamãe integral x Mamãe e Profissional

  1. Ai Andy eu estava apreensiva em ler, pois esse assunto é tão delicado pra mim agora… Ainda mais que virei uma chorona de carteirinha!! Segurei, mas as últimas frases…
    Eu voltei a trab depois da minha licença apenas por necessidade, pois a carga horária era pequena. Gosto do meu trab e interrompi minha pós por conta da gravidez (acredite, sábia decisão!). Esse ano achei que ia retomar e tomei um banho de água fria, pois não tinha vaga pra mim, e sem trabalho significa ficar sem estudar, sem fundo reserva, sem o carro pra 2018… Tá tão difícil com criança sem um….
    Tenho refletido muito sobre isso, sobre o quanto meus planos estão sendo adiados por conta de não ter planejado direito antes. E depois de viver alguns meses ou mais numa depressão (sem diagnóstico médico), percebi que tenho que lutar com o que eu tenho nas mãos, por ela, por mim mesma, pela saúde da minha família. E já que não posso nem ficar doente, tô vivendo meus dias assim: procurando cuidar melhor da saúde, fazendo o que gosto na medida do possível, e, entre momentos de ansiedade, confiando que Deus tem reservado bênçãos que eu desconheço já que Ele nunca deixa que nos falte nada.
    (Desculpe pelo textão) Abraço!

  2. Andy, voltei a trabalhar na semana passada, confesso que o coração ficou apertado, chorei diversas vezes durante o dia, aí resolvi lugar na creche para ver como minha pequ na estava, a resposta foi ” mãe fica tranquila ela está bem, mamou tudo, não está chorando está fazendo aula de yoga”. Oi? Yoga? Nem eu faço isso rs.
    Estou contando isso, porque achei que seria o fim… Mas tenho algumas dicas. No meu caso não tenho condições de ficar sem trabalhar. Ninguém cuida melhor do filho do que a mãe isso é fato. Mas já que tem que ser assim que seja da melhor maneira.
    *procurei um lugar que inspirasse confiança, os bebês dão os braços paras as tias como forma de dizer que gostam delas
    * me preocupo com alimentação dela, ela tem 5 meses estou mantendo amamentação exclusiva. Acordo todos os dias 5 :30 para fazer ordenha e mandar pra creche.
    * lá ela te várias atividades que vão ajudar no desenvolvimento dela, no caso yoga, inglês, jardinagem, musicalização, psicomotricidade e mais um monte de coisas rs.
    Educação, princípios eu dou em casa. Estudo a lição, conto historinha da bíblia e canto com ela.
    Quando chego do trabalho nem a louça eu lavo, me dou 100% pra ela.
    Tempo de qualidade é o mais importante. O que vale passar o dia com ela, aí coloca lá ver DVD é de música boa da NT mas lavo, passo, limpo, arrumo e cozinho, no final do dia ela passou o dia com outro também. É polêmico o assunto mas eu não sirvo para ficar em casa e estou de saco cheio de ouvir “tadinha está na creche, como você tem coragem”? Eu não tenho coragem é de ficar sem trabalhar.
    Desculpa acabei escrevendo outro artigo rs.
    Beijos

  3. Semana passada tive que tomar essa decisão, foi muito difícil… Dezoito anos de carreira e de muita dedicação ao trabalho, nunca me imaginei sendo dona de casa e mãe, muito menos em tempo integral. Com o nascimento do primeiro filho, consegui levar numa boa, mas tinha uma super ajuda, após um acidente que me fez ficar afastada por muito tempo, juntamente com o nascimento do segundo filho pude sentir o quão era importante poder acompanhar de perto os meus filhos, foi nítido a evolução do primeiro filho e percebi o quanto ele era carente, já o segundo foi imensamente gratificante poder cuidar e ver tudo o que eu tinha perdido do primeiro.
    Decidi ser mãe integral e cuidar da minha família, tenho certeza que foi a melhor decisão e estou muito feliz!!
    Bjs

  4. Desde quando era adolescente eu sempre conversava com minha mãe sobre isso. Dizia que quando tivesse filhos eu gostaria de cuidar de educar. E graças a Deus ele me proporcionou isso. Quando engravidei da minha primeira filha tinha recém saido do meu trabalho. Decidi que cuidaria dela até os dois anos e voltaria ao trabalho. Mais quando ela estava com um ano e oito meses engravidei novamente. E eis que estou em casa com minhas duas princesas. Não é fácil, mais é gratificante ver o desenvolvimento delas.

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