Desliga a TV mamãe!

Eu sempre me preocupei muito com a exposição da minha filha a TV ou filmes em geral.

Até os dois anos de idade, ela assistia a alguns desenhos de vez em quando e eu a mãe toda pedagoga tinha uma rotina de atividades com ela, culto, parquinho, etc.

Com 3 anos e 6 meses eu engravidei e aí o bicho pegou. Eu que era super cuidadosa e queria pesquisar os malefícios da exposição da TV no aprendizado (hahaha) perdi o controle da SmartTV da minha casa. 

Minha gestação foi exaustiva e o puerpério então… aff! É outra longa historia, mas enfim. Cheguei em um ponto que mesmo com 2 crianças comecei a perceber o quanto a TV estava fazendo mal pra minha filha de 4 anos em muitos aspectos. Ela estava muito agitada, mais do que o normal, muito desatenta e o com a memória de curto prazo péssima. Ok, vamos lá, mãos a obra porque nunca é tarde, né?

Mas antes quero mostrar pra voces uma estatistica que nos ajudou a tomar essa decisao. Segundo os resultados apresentados na revista médica Pediatrics, as crianças que vêem menos de duas horas à televisão por dia na infância, não aumentam seu risco de sofrer transtornos de atenção na adolescência. Mas a partir da terceira hora, o risco aumenta cerca de 44% por cada hora adicional que se passa cada dia diante da TV. “Os efeitos foram especialmente encontrados em crianças que assistiam à TV mais de três horas diárias”, destaca Hancox. Leia mais aqui

A iniciativa maior foi do meu marido. Já que eu acabo passando muito tempo com o bebê e ele cuida dela. A mudança começou aos poucos, mas ja estamos em um 3 semanas com um avanço inacreditável.

Em 3 semanas de TV controlada já vivemos tantas coisa (claro que a casa vai ficar muito mais bagunçada e eles vão aprontar legal. Aqui dentre muitas peripécias teve gato ensaboado, folhas do jardim espalhadas pela casa, etc, etc.) Mas também ja colhemos os alguns frutos:

  • Ela está muito mais imaginativa e criativa
  • Brinca mais sozinha, procura coisas pra fazer esta mais proativa
  • Está mais concentrada
  • Dorme muito melhor
  • Tem mais paciência (tem momentos que ela entende que é necessario esperar e ai procura a rede e relaxa)

Dicas para passar menos tempo na TV

  • Estabelecer uma rotina de atividades
  • Listar os brinquedos que a criança tem e deixar que ela escolha o que quer brincar
  • Esconder alguns brinquedos pra que ela “esqueça” que existem e depois de algum tempo mostra-los de novo
  • Controlar e/ou limitar o uso/tempo da TV (diariamente pode 1 filme ou 3 desenhos ou 2 programas)
  • Para que fosse claro e concreto pra Lavinia entender a quantidade e/ou tempo que ela podia assistir TV confeccionei as fichas e as encapei com contact. Assim, ela pode administrar o quanto quer assistir e o horário, ou seja, se assistir tudo pela manhã, saberá que nao poderá assistir mais a noite. Ela divide os 3 desenhos de 20 ou 40 min. um a tarde e dois a noite. Geralmente aos domingos ela assiste um filme.

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  • Realizar as tarefas domesticas com a ajuda da criança. Que o trabalho de casa tem que ser feito é fato, porém há pequenas tarefas que as crianças mesmo pequenas podem fazer: juntar sapatos, separar as roupas pra colocar na máquina de lavar, ajudar na louça. No começo vai demorar o dobro, mas depois eles pegam o jeito e a gente também.
  • Planeje atividades que desenvolvam a autonomia (que a criança possa fazer sozinha).

Ideia de atividades diferentes para crianças que geram autonomia a partir de 3 anos

  • Tirar fotos (você vai se surpreender de como as crianças gostam disso)
  • Pintura com tinta
  • Esculturas com Massinha
  • Preparo de bolachinhas (você prepara a massa e deixa que a criança modele com cortadores ou fazendo bolinhas)
  • Brincar na areia (ter uma caixa de areia em casa é o meu sonho)
  • brincar com água (lavar carrinhos ou roupas de boneca vai entretê-los por um bom tempo.

Vamos dar mais vida aos nossos pequenos e tirá-los da TV. A perfeição passa longe de mim na maternidade, mas o que importa é tentar aos poucos fazer o meu melhor e pra isso nunca é tarde demais. Beijo no coração.

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Ideias para conciliar a maternidade com a carreira

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Eu escrevi recentemente AQUI sobre a escolha que nós mulheres devemos fazer quando temos um bebê. Devemos voltar ao trabalho? Ou abraçar a maternidade e ser feliz mesmo com pouco recurso financeiro.
Mas a questão é que muitas criam uma terceira opção: trabalhar em casa.

E aqui vou dar algumas ideias:

Primeiro, eu trabalho meio período como professora. Apesar das dificuldades da educação, ainda vejo vantagens em mães serem professoras:

  • Trabalham 5h por dia
  • Tem duas férias por ano e todos os feriados.
  • Se for escola particular os seus filhos terão desconto e você pode trabalhar no mesmo período em que eles estudam economizando no transporte, se for rede pública você vai ganhar melhor e terá outros benefícios… rsrs 

Outra dica boa é trabalhar com um público alvo que você conhece bem, mães e filhos:

  • Influenciadora digital – blogueira ou youtuber
  • Escritora –  observar e escrever sobre maternidade
  • Fabricante de fraldas
  • Spa de gestantes
  • Videomaker ou fotografa de familia
  • Eventos – decoradora e/ou organizadora de festas

Mais dicas AQUI

Negócios em outras áreas:

  • Artesanato
  • Loja online
  • Vender comida
  • Babá ou ter sua propria escolinha
  • Professora Particular
  • Eventos
  • Beleza
  • Fotografia
  • Coach
  • Costura

Mais dicas AQUI

Espero que tenham gostado das ideias. um grande abraço!

Mamãe integral x Mamãe e Profissional

busyMOMonTHEgoMeu bebê esta com 4 meses e semana que vem volto ao trabalho!

Pra algumas mulheres esta frase é normal, pra outras só de pensar na possibilidade já ficam apreensivas. O assunto é polêmico. Talvez para as mulheres em geral nem tanto. Mas para o meio cristão do qual faço parte se você escolhe trabalhar, naturalmente estará deixando a educação do seu filho em segundo plano.

Eu não concordo com essa ideia. E aqui vou expor a opinião de uma pessoa que ja viveu as duas experiências: ser apenas mãe e ser mãe e profissional. Antes de tudo eu queria que refletisse comigo o quanto a vida adulta é cruel com as mulheres da minha geração.

Eu nasci em uma família simples, meu pai era agricultor e a minha mãe, apesar de querer estudar (ela é mto inteligente) não teve oportunidades. Sempre sonhou em fazer o melhor para os filhos e colocou em mim o sonho de ser uma profissional. Eu me lembro de quando ela nos vestia para irmos pra escola (minha irmã e eu), o discurso era o mesmo: Meninas, estudem e sejam alguém na vida. Não dependam do dinheiro de homem nenhum. (rsrs um pouco feminista até né? Mas só quem tem uma filha entende…)

Nós crescíamos e ela nos incentiva: Vocês podem perder tudo, mas se tiverem o estudo, o conhecimento, isso ninguém pode roubar de vocês! Durante a infância, pouco tive contato com bebês: cuidar de primos, vizinhos, etc., e por mais que fizesse o trabalho doméstico, o meu foco sempre era estudar.

Cresci. Estudei, fiz faculdade e me casei. Nessa ordem! Eu não sei você, mas eu me preparei para muitas coisas desde criança, mas nossa geração não foi preparada para ser mãe. Sabe, talvez o medo da gravidez precoce tenha afastado o foco da maternidade em nossa geração. Talvez nossas mães tiveram seus filhos cedo demais e não quiseram isso para as filhas. Entretanto, eu sempre quis ser mãe, apesar de não ter me preparado pra isso. Depois de casar, eu planejei que ficaria 4 anos sem ter filho e engravidei exatamente no aniversário de casamento de 4 anos (na primeira tentativa). Ok, agora eu seria mãe! Péra… o que é ser mãe? Fazia anos que não pegava um bebe no colo, trocar fralda, fazer dormir… ai minha nossa! Era um universo completamente desconhecido.

Mas busquei o conhecimento, li muitos livros, troquei experiências e fui percorrendo o caminho da maternidade com alegria. Porém, não tenho como negar que esse caminho requer a abnegação total do seu tempo, da sua liberdade, do seu dinheiro, do seu eu. E lá no fundo a gente começa a sentir falta da realização profissional, daquilo que fomos criadas para ser. E aí vira um grande conflito na cabeça das mulheres! E agora… vou ser mãe o que eu amo, ou serei mãe e profissional, pois me dediquei pra isso.

Eu sei que você deve estar pensando: crianças crescem e mães tem o resto da vida pra ser quem elas quiserem! De fato. Mas acredite, por mais que seja uma fase temporário, você nao pode negar o quão intensa ela é. E ai, temos que escolher (as mais privilegiadas podem… porque tem muita mulher que é mãe e pai e sustenta a casa) entre ser mãe integral ou ser mãe e profissional.

Depois de sofrer, pensar, refletir, sofrer e pensar mais um pouco. Descobri que ninguém tem o direito de colocar as mulheres em uma caixa e dizer: você será apenas mãe e você será profissional. Não! E citando Caetano: Cada um sabe a dor e a delicia de saber o que é. Por mais que você seja mãe também você não sabe exatamente o que a sua amiga passa e graças a Deus por sermos tão diferentes. E por termos nossos limites. Admiro quem escolhe ficar com os filhos e ama tanto que pretende fazer homeschool, mas admiro também quem sai e trabalha duro e ainda tem disposição pra amar e passar tempo juntos.

O maior problema desse sofrimento todo é a culpa. Não tem como você esta em 2 lugares ao mesmo tempo (comprovação científica) e ficar em casa acarreta em ter menos recursos financeiros. Por outro lado, essa não é a preocupação de quem trabalha fora, mas sim a quantidade e a qualidade do tempo com as crianças. Em ambas escolhas você terá perdas e ganhos. Então, não se culpe. Escolha! Mas quando escolher viva feliz com a sua escolha. Não fique se desculpando pra ninguém. Você e única e decidiu o melhor para sua família e para você. Sendo mamãe integral ou mamãe e profissional você ainda assim é mamãe, e não apenas isso, uma super mãe.

Dicas de trabalho para mães AQUI.